CRIME AMBIENTAL E LIXO SOCIAL
Tenho lido todos os dias em nossos periódicos que empresários brasileiros estão comprando o lixo doméstico da Inglaterra. Na minha modesta opinião, entendo que está por trás disso tudo uma empresa que ganhou, no Reino Unido, a licitação da coleta de lixo, onde lá, pela história social e cultura ao meio ambiente, com certeza, a coleta é seletiva. Claro que no Edital de Concorrência constava que empresário vencedor da licitação tinha a obrigação de dar o destino ao lixo da cidade.
Acredito que logo em seguida apareceu um brasileiro, alugou um hectare de terra e fez uma parceria com a empresa de coleta de lixo, dizendo o seguinte: pode colocar o teu lixo aqui por 2500 libras esterlinas por semana. O empresário inglês ganhando do Poder Público, 100.000 libras por semana, porque ganharia 97.500 libras por semana por um serviço (destino do lixo) que não precisaria fazer.
O inglês nem pensou muito, “vou depositar esse lixo no terreno do brasileiro e ele que se ..., digo, pago-lhe o combinado por semana que ele dá um sumiço no lixo. Só falta este empresário inglês ter duas nacionalidades, a outra ser brasileiro, para validar a Lei do Gerson (levar vantagem sempre – às custas do brasileiro)
Mas a vida continua. No dia seguinte apareceu outro brasileiro e disse ao locatário do terreno: deixa que eu crio uma ME (microempresa) para te comprar este lixo, te pago 1000 libras esterlinas por semana e falo com meu irmão para abrir outra empresinha para colocar este lixo em contêineres e exportar para o Brasil para que algum brasileiro otário compre.
Assim exposto, apenas sofismando, a empresa que coleta o lixo na Inglaterra, claro que não acontece, mas se quisesse, poderia financiar vantagens pessoais a funcionários públicos doando um dízimo de sua receita, porque ganha por um serviço que não presta.
O brasileiro que aluga o terreno, de um lado, sem qualquer trabalho ganha toda semana, da empresa que coleta o lixo, apenas para consentir que o lixo seja depositado no seu terreno. De outro lado, por um valor semanal, permite que outro brasileiro pegue seu lixo e mande para o Brasil. Portanto, o brasileiro ganha somas vultosas apenas para autorizar entrada e saída do lixo do seu terreno.
Não poderia deixar de falar no lixo social. Desde os primórdios da colonização do Brasil, através de um decreto, o rei de Portugal concedeu liberdade a criminosos, condenados e exilados para que viessem colonizar o Brasil. Somente Tomé de Souza desembarcou na Bahia com cerca de 400 degredados (criminosos), ou seja, o lixo social de Portugal desde os primórdios já era mandado para o Brasil. O crime também vinha junto. Por exemplo, a pedofilia nos primeiros momentos da colonização brasileira já fazia parte de nossas vidas. Os colonos não trouxeram suas famílias, por isso, pediram e foram atendidos pelo bom rei que mandasse para cá meninas desvalidas, entre 12 e 15 anos, as quais seriam suas amantes. Portanto, o crime e o lixo social sempre existiu em nosso Brasil vanonil.
Parece piada mas não é, segundo a Policia Federal, 1098 toneladas de lixo, acondicionadas em dezenas de contêineres foram comprados e importados pelas empresas brasileiras, de Bento Gonçalves, RS, Alfatech Ltda. e Stefenon Estratégias e Marketing. Quem exportou o lixo da Inglaterra, foi a Worldwide Biorecyclabes. Claro que o dono dela é um brasileiro, o Sr. Julio César Rando da Costa, morador de Swindon, na Gran-Bretanha.
Como se vê, os brasileiros estão acostumados receber o lixo e pneus usados do mundo inteiro. Não podemos é ficar aqui, passivos, tomando cafezinho de segunda linha (o nosso café de primeira é exportado), segurando o açucareiro com a mão esquerda e batendo no fundo dele com a mão direita para retirar o açucar, como fazia o comediante Paulo Silvino num de seus quadros.
Cuidado com a Máfia do Lixo. É crime. É perigoso. Que mundo nós queremos para nossos filhos e netos.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
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